quarta-feira, setembro 28, 2011

Antigo Egito in Mídia - Video aula para alunos de Ensino Fundamental


Uma ótima video-aula para professores que pretendem trabalhar com alunos de Ensino Fundamental (6º à 9º ano) que estimula a imaginação e um choque de ruptura temporal. Também mostrando os principais pontos de cunho estético no Antigo Egito: Arquitetura e Escrita.

Por: Dhierclay

Antigo Egito in Mídia - Representações artísticas

 

Segue uma vídeo que retirado do youtube que apresenta uma breve, mas ótima explicação acerca da estética egípcia, trazendo diversas iconografias. Ótima opção para quem deseja um suporte metodológico diferenciado para suas aulas sobre o Antigo Egíto.

Por: Dhierclay

terça-feira, setembro 27, 2011

Analisando Imagens - Khau: As Coroas dos Faraós Egípcios

   As coroas dos faraós do Antigo Egito representavam o seu poder e estavam associadas aos Deuses. Todas as coroas faraônicas possuiam um Uraeus, enfeite em forma de serpente, que simbolizava a invencibilidade e imortalidade do faraó.

Coroas:
  • Nemes - Um turbante listrado de duas cores que cobria os ombros e o pescoço, foi um dos mais frequentes cocares reais usados.
Máscara de Tutankamon - Último faraó da XVIII dinastia.

  • Khepresh - Coroa azul, ou raramente preta, com pequenos círculos dourados. Descrita como "coroa de guerra", porem esse não era seu uso principal ja que ela era usada em cerimônias militares. Surge em muitas representações reais do Império Novo.
 



        Coroa Khepresh





  • Cap - A coroa cap, nas representações mostradas em azul, branco ou dourado, foi aparentemente feito de linho e as vezes bordada. O Deus Ptah é geralmente mostrado usando-a.

Ramsés II, XIX dinastia - Império Novo.
  • Hedjet/Coroa Branca - Coroa em forma de cone com a ponta arredondada usada pelos faraós do Alto Egito, antes da unificação com o Baixo Egito. Era um dos emblemas da deusa abutre Nekhbet, a deusa tutelar do Alto Egito.

Hedjet
Baixo-relevo do tempo de Seti I - Segundo faraó da XIX dinastia.




  • Deshret/Coroa Vermelha - Coroa associada ao Baixo Egito, também antes da unificação. Representava Uadjit, deusa tutelar do Baixo Egipto. As deusas Amonet e Neit poderiam também utilizar esta coroa.
Deshret
Sejemty - "Dois Poderosos"
  • Sejemty/Coroa Dupla - Ela é a união das duas coroas anteriores, representando a união e o domínio sobre o Alto e Baixo Egito.

Anel do Faraó Ptolomeu VI (180 a.C. - 145 a.C. - Dinastia Ptolomaica) usando a Dupla Coroa.
  •  Atef - Assemelhava-se à coroa branca, é uma forma mais complexa da Coroa Branca, composta por duas penas de avestruz, dois chifres na sua base, uraeus e um disco solar. Pensava-se que ela reanimaria o defunto, ela se relaciona a Osíris. O Deus Geb usava uma coroa Atef sobre uma Coroa Vermelha.
Coroa Atef - Escultura

  • Shuty - Representado por duas penas de gavião, mas sofreu transformações, como a inclusão de dois chifres e um disco solar. Está relacionada com a união das Duas Terras , e as duas deusas Uadjit (Baixo Egito) e Nekhbet (Alto Egito). No Novo Império converteu em uma Coroa usada somente pelas mulheres da Casa Real para a adoração divina .
Shuty - A dupla coroa de penas
  • Khat - O khat era um turbante única cor. Restos foram encontrados na tumba de Tutancâmon, onde quatro estátuas de deusas usam o khat. Tem sido sugerido que durante o período de Amarna rainhas usavam o khat.


























  •  Hemhem ou Atefu - Era constituída por três coroas atef justapostas. Cada uma destas coroas tinha um disco solar, duas penas de avestruz laterais e dois uraeus. Significa a vitória do sol sobre as trevas, da juventude. Na iconografia é representada com crianças.
Por: Flávio Denner

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coroas_eg%C3%ADpcias
http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/crowns/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coroa_eg%C3%ADpcia









Analisando Imagens - O Papiro de Hunefer

Livro dos Mortos de Hunefer - Tebas, Egito (19ª dinastia, 1275 a.C.). 45.700cm de altura e 83.400 cm de comprimento Localização atual: Museu Britânico nº: EA9001 (clique aqui para ampliar)

   Para os egípcios havia uma crença no divino e na vida após a morte e para aderir a essa vida era necessário que o corpo do defunto fosse preservado. Os egípcios acreditavam que possuía uma parte espiritual, física ou aspectos. Além do corpo possuíam um šwt (Sombra), um ba (Alma), um ka (Força vital) e um nome. 
    O objetivo final do defunto era voltar a seu ka e ba e tornar-se um morto abençoado, vivendo como um akh, ou "unidade real". Para que isso aconteça, o falecido tinha que ser julgado digno no Tribunal de Osíris, como mostra o livro dos mortos de Hunefer. 
    Na crença dos antigos egípcios esses textos eram obra do deus Thoth, lendo o papiro da esquerda para a direita, o morto (nesse caso Hunefer) é conduzido pelo cabeça de chacal Anúbis, a uma balança onde o coração do morto será pesado contra uma pluma de avestruz, símbolo da verdade, a pesagem é confiada a Hórus e a Anúbis. O cabeça de Íbis, Thoth, o escriba dos deuses anotava o resultado em um papiro, se o coração fosse mais leve que a pena o morto poderia passar, caso contrario, Ammut uma criatura que fica próximo a balança com partes de Crocodilo, Leão e Hipopótamo o devora, acima da balança esta uma cabeça humana.
    Em seguida o morto é levado pelo cabeça de falcão Hórus, para o trono do pele esverdeada Osíris, deus do submundo, que esta acompanhado por Ísis e Néftis, Osíris tem em suas mãos o cetro e o leque (Símbolos de soberania e domínio), usa uma coroa Atef, seu corpo mumificado, seu cavanhaque curvado indica que está morto, o teto é encimado por uma cabeça de falcão e de cobras, a frente de Osíris tem uma flor de lótus e sobre ela os quatro filhos de Hórus, Imseti (Questa), Hãpi (Hapi), Tuamutef (Duamutef), Quebsenuf (Kebehsenuef) , cada deus estava também associado a um ponto cardeal e a uma deusa, respectivamente: Homem-Fígado-Sul-Ísis, Babuíno-Pulmões-Norte-Néftis, Chacal-Estômago-Leste-Neit, Falcão-Intestinos-Oeste-Serket. Alguns textos referem-se a eles como estrelas, surgindo os seus nomes nas listas de estrelas da época do Império Novo, no papiro elas aparecem mumificadas e presidem a passagem do coração na Sala das Duas Verdades. 
    Os 14 deuses do Egito que aparecem sentados acima estão lá como juízes, o morto está com as mãos levantadas no sentido de adoração aos deuses, de acordo com o papiro de Nu, esta parte seria a hora em que o morto diante dos 42 deuses, chama o nome de cada um e fala os pecados que não cometeu, é a “Confissão Negativa”, logo após o morto iria ao texto final quando ele chegava ao mundo inferior. As inscrições que acompanham toda a cena formam as orações postas na boca do morto, que ele terá que falar em cada estagio do julgamento.
    A idéia central do Livro dos Mortos é o respeito, verdade e a justiça, mostrando o elevado ideal da sociedade egípcia. Era crença geral que diante de Osíris de nada valeriam as riquezas, nem a posição social do falecido, mas que apenas seus atos seriam levados em conta.

 Por: Flávio Denner



Fontes: 
BUDGE, E. A. Wallis Ernest Alfred Wallis (Sir). O livro egípcio dos mortos. São Paulo: Pensamento, 1995. 3v em 1. cap. 30a, 30b, 125. 567p.

DONADONI, S. O morto. In: DONADONI, S. (dir.) Márcia. O Homem Egípcio. Lisboa: Editorial Presença, 1994. p. 215-236.

BRANCAGLION JUNIOR, Antonio. Manual de Arte e Arqueologia do Egito Antigo II. Rio de   Janeiro: Sociedade dos Amigos do Museu Nacional, 2004. 157p.

domingo, setembro 25, 2011

Apresentação:



A cultura egípcia, por muito tempo, foi como uma estrangeira sedutora, adentrando por entre as vielas historiográficas, lançando suas artes e sussurros entre os ouvidos daqueles que a observavam. Tantos anos admirada por sua beleza exótica, mas também rejeitada pelos olhares tradicionalistas que não à viam como útil. Propomos, neste espaço, a abertura e discussão dos estudos relativos às iconografias, arquitetura e demais objetos matérias que atravessaram o destrutivo tempo, e nos forneceram o um arcabouço para a análise cultural desta civilização. Buscaremos abastecê-lo de informações que servirão tanto à professores que pretendem utilizar destes recursos imagéticos, também aos que se sentem atraídos por esta cultura extraordinária. Sintam-se inteiramente a vontade para decifrar um passado que é tão próximo e vivo, mas que ainda não adquiriu a visibilidade merecida.
 Administradores
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